| Vereador Cláudio Mello homenageia Federação dos Bancários RJ/ES pelos seus 52 anos |
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| Sáb, 29 de Maio de 2010 01:57 |
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Aconteceu nesta terça feira, 25/05, no auditório da Federação dos Bancários dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, evento comemorativo pelo seu aniversário de 52 anos de fundação, quando foram homenageados com placas comemorativas, os 13 sindicatos que compõem a base da Federação nos dois Estados, representados por seus diretores, e também homenageados os diretores da Federação que foram eleitos nas últimas eleições municipais: Os vereadores eleitos, Cláudio Mello (PT), do Sindicato dos Bancários de Teresópolis e Cláudio Damião (PT), Sindicato dos Bancários de Nova Friburgo, e o Prefeito de Petrópolis, Paulo Mustrangi, do Sindicato dos Bancários de Petrópolis, que receberam uma placa comemorativa pelos 52 anos de luta da FEEB-RJ/ES.
![]() Foto: Vereador Cláudio Mello (PT-Teresópolis) lendo o voto de congratulações pelos 52 anos da Federação dos Bancários do RJ/ES, observado pelo Vereador Reimont (PT-Rio de Janeiro), Fabiano Junior (Presidente da Federação dos Bancários) e o Dep Federal Biscaia (PT-RJ). O vereador Cláudio Mello, homenageou a Federação, com voto de congratulações da Câmara Municipal de Teresópolis. Participaram do evento os diretores, Wilson Pereira, Sérgio Mázala e Cláudio Mello, representando o Sindicato dos Bancários de Teresópolis, e o assessor do vereador, Julio Cesar Rocha. Foi realizado, na primeira parte, de 10h às 13h, importante debate sobre Projeto de Lei Ficha Limpa, em discussão no Congresso Nacional, com o Deputado Federal Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ); sobre a campanha da fraternidade 2010, "Economia e Vida", com o Vereador Reimont (PT-RJ); e na segunda parte, às 14h, houve debate sobre conjuntura, com o Deputado Estadual Gilberto Palmares (PT-RJ). De 1958 para cá, muita coisa mudou no Brasil e no sistema financeiro do país. Nos primeiros anos, ventos democráticos indicavam um futuro promissor, mas a ditadura cerceou a liberdade de organização dos trabalhadores. O movimento sindical sofreu um duro baque e quase sucumbiu, mas renasceu no final dos anos 70 com duas greves memoráveis: a dos metalúrgicos da Scania, no ABC Paulista, e a dos bancários de Porto Alegre, ambas em 1978. Ao longo dos anos 80 os sindicatos se reorganizaram, os militantes de esquerda retomaram a direção do movimento e a CUT foi fundada, trazendo uma nova perspectiva de organização. Os bancários conquistaram o auxílio-creche e os tíquetes refeição e alimentação. Mas com os anos 90 vieram o neoliberalismo e a automação no setor bancário, mudando radicalmente o panorama. Novos bancos estrangeiros chegaram, as fusões e aquisições e a privatização de bancos públicos redesenharam o panorama do segmento. Os bancários, que passavam dos 800 mil, foram reduzidos à metade. No BB e na CEF, as negociações eram duras, não havia diálogo com o governo e perdas salariais imensas se acumularam. Em contrapartida, os bancários conquistaram uma PLR diferenciada em relação à que foi definida pelas medidas provisórias e pela lei 10.101/2000. Com o governo Lula, algumas coisas mudaram. Os bancos federais voltaram a conceder aumentos e o movimento sindical conquistou a mesa única de negociações, incluindo o BB a CEF. As privatizações no setor acabaram e os bancos estaduais que desapareceram foram incorporados pelo BB. Mas o capitalismo continou feroz e as fusões e aquisições continuaram a todo vapor, fazendo sumirem do mapa bancos com décadas de tradição. Os interditos proibitórios desmobilizam os bancários de base durante a greve e exigem mais empenho e mais conhecimento jurídico dos sindicalistas. Os bancários conseguiram arrancar aumentos reais, com reajustes acima da inflação, e conquistaram benefícios importantes: PLR adicional, 13ª cesta alimentação e duas bem recentes ─ a inclusão do companheiro homoafetivo como dependente no plano de saúde e a ampliação da licença-maternidade para 180 dias. Ainda há muito o que conquistar: embora já sejam metade da categoria e tenham, em média, mais anos de estudo que os homens, as mulheres ainda ganham menos e têm progressão profissional mais lenta. Ainda há poucos afrodescendentes nos bancos e as empresas burlam a legislação que obriga à contratação de pessoas com deficiência. Os aumentos reais e a PLR cheia têm exigido greves e paralisações cada vez mais longas, mas o movimento sindical permanece firme, apesar da pressão. Ao longo desta trajetória, a Federação esteve firme na organização do movimento sindical nos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Nestes 52 anos muito se conquistou, mas ainda há muito o que conquistar. O futuro pertence a todos nós. ![]() |
| Última atualização ( Qui, 24 de Junho de 2010 09:34 ) |




