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Há um ano, em 12 de Janeiro de 2011, o pesadelo da maior tragédia ambiental já ocorrida no Brasil, tomou conta dos nossos corações e mentes. De forma democrática ele se instalou nos habitantes da “casa grande” e nos da “Senzala”, não escolheu saldo bancário. Em uma madrugada deixou marcas que nem o tempo irá apagar. Uma dor doída que às vezes temos a impressão que vamos “acordar” e nada daquilo aconteceu... Os lugares estão lá, as pessoas amadas estão “viajando” e em breve vamos poder abraçá-las, beijá-las, dizer tantas coisas que não tivemos oportunidade de dizer... Mas a realidade é dura, não estamos dormindo... Basta olharmos para as montanhas cujas marcas ainda são visíveis à longa distância. Se formos nas áreas atingidas a lembrança é assustadora ... Mas as cicatrizes emocionais, infelizmente, não serão apagadas...
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